
Investigação e tratamento da infertilidade masculina
A infertilidade masculina é responsável por aproximadamente 50% dos casos de infertilidade conjugal. A investigação adequada do fator masculino é fundamental para definir a melhor estratégia terapêutica e aumentar as chances de gestação. Na Androlog, contamos com especialistas em Andrologia e Reprodução Humana dedicados à avaliação completa e ao tratamento individualizado da infertilidade masculina.
Define-se infertilidade conjugal como a ausência de gestação após 12 meses de relações sexuais regulares sem uso de método contraceptivo. Historicamente, a investigação era direcionada predominantemente à mulher, mas hoje sabemos que o fator masculino está presente em metade dos casos — seja como causa isolada ou em associação com fatores femininos.
A fertilidade masculina depende de uma cadeia complexa de eventos: produção adequada de espermatozoides pelos testículos, maturação no epidídimo, transporte pelas vias seminais e deposição no trato genital feminino. Qualquer alteração em uma dessas etapas pode comprometer a capacidade reprodutiva do homem.
A varicocele é a causa tratável mais comum de infertilidade masculina, presente em até 40% dos homens inférteis. Trata-se da dilatação das veias do plexo pampiniforme, que eleva a temperatura testicular e compromete a produção de espermatozoides. Outras causas frequentes incluem alterações hormonais (hipogonadismo, hiperprolactinemia), infecções do trato genital, fatores genéticos (síndrome de Klinefelter, microdeleções do cromossomo Y) e obstruções das vias seminais.
O uso de anabolizantes e testosterona exógena é uma causa cada vez mais comum de infertilidade masculina, pois suprime a produção natural de espermatozoides. Outros fatores incluem criptorquidia, torção testicular prévia, exposição a agentes tóxicos, quimioterapia, radioterapia e causas idiopáticas (sem causa identificável).
A avaliação da infertilidade masculina inicia com uma consulta detalhada, incluindo histórico médico, cirúrgico e reprodutivo, além de exame físico completo. O espermograma é o exame fundamental, avaliando volume seminal, concentração, motilidade e morfologia dos espermatozoides. Recomenda-se a realização de pelo menos dois espermogramas com intervalo mínimo de 15 dias.
Exames complementares incluem dosagens hormonais (FSH, LH, testosterona, prolactina, estradiol), ultrassonografia escrotal com Doppler (para avaliação de varicocele e outras alterações testiculares), cariótipo, pesquisa de microdeleções do cromossomo Y e, em casos selecionados, biópsia testicular diagnóstica. A avaliação genética é especialmente importante em casos de azoospermia (ausência de espermatozoides no ejaculado) ou oligozoospermia grave.
A varicocelectomia subinguinal microcirúrgica é o padrão-ouro no tratamento da varicocele, com taxas de sucesso superiores a 90% e mínimo risco de complicações. A reversão de vasectomia (vasovasostomia ou vasoepididimostomia microcirúrgica) é uma opção para homens que desejam restaurar a fertilidade após vasectomia, com taxas de patência que podem atingir 95% quando realizada por microcirurgião experiente.
Para casos de azoospermia, as técnicas de captação cirúrgica de espermatozoides são fundamentais. A TESE (extração testicular de espermatozoides) e a Micro-TESE (extração microcirúrgica) permitem a obtenção de espermatozoides diretamente do tecido testicular, mesmo em casos de falência espermatogênica grave. A PESA (aspiração percutânea de espermatozoides do epidídimo) é indicada em azoospermias obstrutivas. Os espermatozoides obtidos são utilizados em técnicas de reprodução assistida como FIV/ICSI.
O tratamento clínico da infertilidade masculina inclui a correção de alterações hormonais, o tratamento de infecções do trato genital, a suspensão de medicamentos que prejudicam a espermatogênese (como anabolizantes e finasterida), e o uso de medicamentos que estimulam a produção de espermatozoides, como gonadotrofinas e moduladores seletivos de receptores de estrogênio.
Mudanças no estilo de vida também são fundamentais: controle do peso, cessação do tabagismo, moderação no consumo de álcool, manejo do estresse e suplementação com antioxidantes podem melhorar significativamente os parâmetros seminais.
Quando o tratamento clínico ou cirúrgico não é suficiente, as técnicas de reprodução assistida oferecem excelentes alternativas. A inseminação intrauterina (IIU) pode ser indicada em casos de oligozoospermia leve ou moderada. A fertilização in vitro com ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides) é indicada em casos mais graves, permitindo a fecundação com um único espermatozoide viável.
A Androlog trabalha em parceria com as principais clínicas de reprodução humana, garantindo uma abordagem multidisciplinar integrada para maximizar as chances de sucesso do casal.