
Tratamento de cálculos renais e ureterais
A litíase renal, popularmente conhecida como "pedra nos rins", é uma das condições urológicas mais prevalentes, afetando cerca de 10% da população ao longo da vida. Na Androlog, oferecemos diagnóstico preciso e as mais modernas técnicas de tratamento minimamente invasivo para cálculos renais e ureterais, proporcionando alívio rápido dos sintomas e prevenção de recorrências.
A litíase renal consiste na formação de cálculos (pedras) no interior dos rins ou das vias urinárias. Esses cálculos são formados pela cristalização de substâncias presentes na urina, como cálcio, oxalato, ácido úrico e cistina. O tamanho dos cálculos pode variar de poucos milímetros a vários centímetros, e sua composição química determina tanto o tratamento quanto as estratégias de prevenção.
A doença tem alta taxa de recorrência: sem tratamento preventivo adequado, até 50% dos pacientes terão um novo episódio em 5 anos. Por isso, a investigação metabólica e o tratamento preventivo são tão importantes quanto a resolução do episódio agudo.
O sintoma mais característico da litíase renal é a cólica renal — uma dor intensa, de início súbito, geralmente na região lombar, que pode irradiar para o flanco, abdome inferior e genitais. A dor ocorre quando o cálculo se desloca e obstrui o fluxo urinário, causando distensão do ureter e do rim.
Outros sintomas incluem hematúria (sangue na urina), náuseas, vômitos, urgência miccional, ardência ao urinar e febre (quando há infecção associada). A presença de febre e obstrução urinária configura uma emergência médica que requer tratamento imediato, pois pode evoluir para sepse urinária.
A tomografia computadorizada sem contraste é o exame padrão-ouro para o diagnóstico de litíase renal, com sensibilidade superior a 95%. Permite identificar o número, tamanho, localização e densidade dos cálculos, informações fundamentais para definir a estratégia terapêutica. A ultrassonografia é uma alternativa para gestantes e pacientes pediátricos, evitando exposição à radiação.
A investigação metabólica é realizada após o episódio agudo, através de exames de sangue e urina de 24 horas, para identificar fatores de risco como hipercalciúria, hiperuricosúria, hipocitratúria e hiperoxalúria. A análise da composição do cálculo, quando disponível, complementa a investigação e orienta a prevenção personalizada.
A litotripsia extracorpórea por ondas de choque (LECO) é indicada para cálculos renais de até 2 cm, utilizando ondas de choque para fragmentar o cálculo sem necessidade de incisão. É um procedimento ambulatorial com boa eficácia para cálculos de baixa densidade.
A ureteroscopia flexível com laser (ureterolitotripsia) é o tratamento mais versátil, indicado para cálculos em qualquer localização do ureter e rim. Através de um endoscópio flexível ultrafino, o cálculo é visualizado e fragmentado com laser de holmium, com taxas de sucesso superiores a 90%. A nefrolitotripsia percutânea é reservada para cálculos renais maiores (acima de 2 cm) ou coraliformes, através de um pequeno orifício de cerca de 1 cm na pele.
A prevenção é fundamental na litíase renal. A orientação dietética personalizada, baseada nos resultados da investigação metabólica, é o pilar do tratamento preventivo. Medidas gerais incluem ingestão hídrica abundante (2,5 a 3 litros de água por dia), redução do consumo de sódio e proteína animal, e manutenção de ingestão adequada de cálcio na dieta.
Quando necessário, medicamentos específicos são prescritos para corrigir as alterações metabólicas identificadas: citrato de potássio para hipocitratúria, tiazídicos para hipercalciúria, alopurinol para hiperuricosúria, entre outros. O acompanhamento regular com exames de imagem e análises urinárias permite monitorar a eficácia do tratamento preventivo.